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Mostrando postagens com o rótulo Batismo de canoa havaiana

Baptême de Pirogue Polynésienne

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Tive a horna de ser convidada pela organização da  Vendee Va'a, em Les Sables D'Olone, França,  a participar de um batismo de canoa polinésia ao lado de dois respeitados remadores tahitianos - um homem e uma mulher - e de um padre francês. Éramos quatro seres humanos de dois continentes e um arquipélago e de três mundos distintos posicionados à proa de uma canoa e de frente para o mar do Atlântico Norte, reunidos ali para canalizar nossas intenções em uma só energia: as bênçãos para a nova canoa.  Quando conduzo batismos de canoa no Brasil procuro incorporar ao ritual os conhecimentos absorvidos em leituras sobre a cultura polinésia, em conversas com pessoas experientes e em aprendizados como o vivido no dia de hoje. Mas estava ao lado de um tahitiano que viajou mais de 30 horas para chegar a França e cuja cultura ancestral viajou por séculos até chegar ao ocidente em forma de esporte. O que eu teria para acrescentar naquele momento seria apenas minha demonstração de humi...

O Batismo de uma Canoa Havaiana

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As raízes primitivas da cultura polinésia eram passadas de geração em geração de forma oral ou por meio de cânticos que evocavam os antepassados do povo, o culto aos diversos deuses da natureza e a vida extremamente vinculada ao mar e ao cultivo da terra. Canoas faziam parte do cotidiano não só como meio de subsistência para a pesca, mas também como forma de vida. Um número incontável de canoas polinésias devem ter singrado o Oceano Pacífico de Oeste a Leste e de Sul a Norte transportando não só bravos guerreiros em busca de novas terras e novos deuses, mas também os costumes e a cultura destes povos. Tanto carregaram em suas enormes canoas estes primitivos remadores e homens do mar, que podemos até hoje conhecer suas bagagens. O que levavam não era apenas porcos, galinhas, fruta-pão e suas famílias. Carregavam a bordo a pré-história dos povos austronésios - os primeiros seres humanos navegantes e grandes conhecedores das estrelas - que em uma épo...

O nascimento de uma canoa havaiana

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Preparativos para levar a canoa Ayra pela primeira vez ao mar na Praia de Itaipu. Março de 2013. Dentre todos os meios de transporte, as embarcações são especiais. Não importa o tamanho ou a natureza a que se destinam, os barcos têm algo de diferente: eles recebem nomes. Desbravar o desconhecido, viajar flutuando sobre uma fluida superfície com limites incertos e precisar dali retirar seu alimento levou o homem, desde os tempos mais remotos, a tratar com respeito e superstição o universo aquático. Para se lançar ao mar, o homem precisava confiar na proteção de seus deuses e na segurança de suas embarcações para acreditar que voltaria em segurança para casa. Assim, as embarcações foram tratadas, desde os primórdios, como um membro da família - uma fortaleza de segurança no mundo desconhecido e cheio de intempéries que é o mar. A embarcação tinha a dupla função de transportar e proteger. Na cultura polinésia o nascimento de uma canoa vem atrelado a uma série de rituais. Ao rec...