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E Ala E - O despertar havaiano

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Remadores do Itaipu Surf Hoe* durante o canto do despertar: E ala e! Itacoatiara - Niterói - RJ.      A antiga tradição havaiana era repleta de cultos a divindades da natureza e rituais sagrados. Antes do abacaxi e dos ukuleles , que são referências da cultura havaiana posteriores a chegada do homem branco, o Havaí já possuía uma forte identidade em sua cultura tradicional. Uma das principais caracterísitcas deste  povo do mar e das canoas era sua profunda relação com o mundo espiritual e os cantos sagrados .      Não existia escrita no Havaí antigo. Para manter viva a história de seus ancestrais era preciso memorizar genealogias familiares. Para expressar seus conhecimentos e conclusões a respeito do mundo sobrenatural, suas teorias sobre a criação do Universo e o funcionamento da natureza, eles faziam danças - chamadas de hula  - e entoavam cantos sagrados (chamados em inglês de chants ou, em havaiano, d...

O Batismo de uma Canoa Havaiana

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As raízes primitivas da cultura polinésia eram passadas de geração em geração de forma oral ou por meio de cânticos que evocavam os antepassados do povo, o culto aos diversos deuses da natureza e a vida extremamente vinculada ao mar e ao cultivo da terra. Canoas faziam parte do cotidiano não só como meio de subsistência para a pesca, mas também como forma de vida. Um número incontável de canoas polinésias devem ter singrado o Oceano Pacífico de Oeste a Leste e de Sul a Norte transportando não só bravos guerreiros em busca de novas terras e novos deuses, mas também os costumes e a cultura destes povos. Tanto carregaram em suas enormes canoas estes primitivos remadores e homens do mar, que podemos até hoje conhecer suas bagagens. O que levavam não era apenas porcos, galinhas, fruta-pão e suas famílias. Carregavam a bordo a pré-história dos povos austronésios - os primeiros seres humanos navegantes e grandes conhecedores das estrelas - que em uma épo...

Travessias: E se não ousássemos fazê-las?

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"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e se não ousarmos fazê-la, teremos ficado para sempre à margem de nós mesmos." Fernando Pessoa  De vez em quando sou acometida por algo que costumo chamar de "surto de desapego". Arrumo obstinadamente todos os armários de casa analisando e fiscalizando cuidadosamente roupas, acessórios e objetos que já não me servem mais ou que, simplesmente, não quero mais: é hora do desapego . Objetos têm memória e guardam um pouco da nossa história, mas há um tempo em que é preciso passá-los adiante, seguindo os conselhos de Fernando Pessoa, um dos maiores poetas da língua portuguesa: " é preciso esquecer os caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares ". Este é um dos símbolos das travessias. " E se não ousarmos fazê-la, teremos ficado para sempre à margem de nós mes...

Descobrindo a Ilha Mãe

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A Ilha Mãe fica a 2,3 quilômetros da Praia de Itaipu, em Niterói, RJ. Trata-se de uma área proteção integral pois faz parte do Parque Estadual da Serra da Tiririca desde outubro de 2012, quando foi publicado em Diário Oficial o decreto de ampliação desta Unidade de Conservação.  A maior parte da ilha é de costão rochoso exposto, mas abriga também uma singela porção de Mata Atlântica e vegetação rupícola. Não existe praia para desembarque e a canoa deve ser ancorada na face Sul da ilha. Embarcações pequenas como caiaques e canoas individuais e duplas podem ser levadas para cima da rocha em dias de mar bem colado. Há uma poita utilizada por pescadores há alguns metros do costão. Para OC6, vale a pena amarrá-la à poita pela popa e jogar a âncora pela proa, ou vice-versa, para que a canoa não venha a bater no costão de pedra.  Canoa Itaipu ancorada à beira da Ilha Mãe. É importante estar munido de calçados apropriados para subir na ilha sem correr o risco de machucar o...