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Mostrando postagens com o rótulo Luiza Perin

O Batismo de uma Canoa Havaiana

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As raízes primitivas da cultura polinésia eram passadas de geração em geração de forma oral ou por meio de cânticos que evocavam os antepassados do povo, o culto aos diversos deuses da natureza e a vida extremamente vinculada ao mar e ao cultivo da terra. Canoas faziam parte do cotidiano não só como meio de subsistência para a pesca, mas também como forma de vida. Um número incontável de canoas polinésias devem ter singrado o Oceano Pacífico de Oeste a Leste e de Sul a Norte transportando não só bravos guerreiros em busca de novas terras e novos deuses, mas também os costumes e a cultura destes povos. Tanto carregaram em suas enormes canoas estes primitivos remadores e homens do mar, que podemos até hoje conhecer suas bagagens. O que levavam não era apenas porcos, galinhas, fruta-pão e suas famílias. Carregavam a bordo a pré-história dos povos austronésios - os primeiros seres humanos navegantes e grandes conhecedores das estrelas - que em uma épo...

Remadores de Fibra - PARTE I

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Equipe completa na Praia do Abraão - Ilha Grande. Fotografia: Fred Gomes O capitão Max, responsável pela traineira Rio Boa Sorte, relata: "Quando dizia aos meus colegas do clube, também donos de barco, que acompanharia um grupo de 14 atletas que sairiam remando da Praia de Itaipu até a Ilha Grande, todos perguntavam: - Eles são loucos? Eu respondia: - Não. São de fibra."  O Remadores de Fibra nasceu da parceria da escola de canoa havaiana Itaipu Surf Hoe com o projeto Equipe de Fibra , do Instituto Unidos pela Vida , com o intuito de fortalecer o propósito destes dois últimos de divulgar a doença genética Fibrose Cística , uma doença que afeta os sistemas respiratório e digestivo de crianças gerando graves complicações a sua saúde. Remar de Niterói a Ilha Grande defendendo a causa de crianças com uma doença ainda sem cura foi o combustível desta travessia.   A largada foi a 1h da manhã de sexta-feira, 03 de abril de 2015. Ve...

Descobrindo a Ilha Mãe - PARTE II

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Com meu SUP inflável, perfeito para desembarque em ilhas. Continua sendo a minha vontade de remar até uma ilha distante o que me move. Esse "distante" pode ser a 55km ou 130km ou logo ali, a apenas 2km.  Remar o seu próprio barco, desbravar um local desconhecido, descobrir e explorar : estes sentimentos e ações devem ser um dos mais antigos e primitivos que vêm acompanhando a humanidade desde os primeiros tempos. Olhar além do mar e sentir aquela vontade de buscar algo no horizonte deve ter sido um sentimento  dominante em muitos de nossos ancestrais. E daí começaram as grandes navegações da história. Os fenícios (1.400 a.C.), os egípcios (3.350 a.C.), os vikings, os polinésios (10.000 a.C.) e europeus foram povos que se destacaram por suas desenvolvidas artes de navegação. Movidos por um desejo parecido com o meu ao visitar a Ilha Mãe neste 20 de setembro de 2014,  foi assim que muitos  anônimos se lançaram ao mar em busca de descobertas e assim também...

Saldo da Maui2Molokai2014

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Saldo da Maui2Molokai2014 para mim, Luiza Perin, em minha primeira temporada havaiana de downwind: 47km de desafios concluídos  com sucesso.  Completei a prova que cruza o canal entre as ilhas de Maui e Molokai, no Havaí, remando uma prancha de 14 pés de stand up paddle, em 5h30min .  Fui a última das últimas a chegar dentre os mais de cem remadores de diversas nacionalidades inscritos na prova. Mas a luta para cruzar a linha de chegada foi dura e desafiadora, e isto me permite desfrutar de um sentimento de conquista talvez tão grande quanto aquele que deve ter sentido o havaiano Connor Baxter , grande vencedor da prova (completou em 3h04min). Além das adversidades naturais do percurso, tive doses extras de adrenalina nos minutos que antecederam a largada. O capitão do barco de apoio que me acompanharia lado a lado durante a remada ligou, quando faltava apenas 30 minutos para a largada, informando que, lamentavelmente, teve um problema com o transporte de s...

No mundo do SUP

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SUP em Itaipu, Niterói, RJ em uma prancha Art in Surf. Até alguns anos atrás ficar em pé sobre uma prancha era arte para poucos. Surfistas dominavam o outside e os reles mortais permaneciam na areia torrando sob o Sol. Aqueles seres únicos chamados surfistas chegavam na praia com uma prancha em cima do carro e todos queriam ser como eles. Graças ao advento do stand up paddle - o esporte que mais cresceu no Brasil nos últimos verões  - hoje em dia uma infinidade de pessoas de diversos perfis descem para a areia com suas pranchas debaixo do braço. O SUP , apelido que encurta o nome em inglês que define o esporte, é uma modalidade de remada em pé sobre uma prancha que varia de tamanho desde as super pequenas de 7 pés - próprias para o surfe - até as enormes de 17 pés especialmente desenvolvidas para travessias oceânicas. As que estão bombando nas praias do Brasil são as de tamanho que variam de 9 a 12 pés. O SUP levou o estilo aloha spirit do surfe para muitas pessoas. Dei...

Red Bull do Leme ao Pontal

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Largada da primeira etapa da prova, ainda na Praia do Leme. Os atletas correm com seus remos para pegar suas pranchas na areia e partem para a remada. Frame: Luiza Perin Aconteceu no último sábado, 12 de abril, a primeira edição do “Red Bull Do Leme ao Pontal”, uma competição de stand up paddle que, como o nome sugere, tem como percurso os cerca de 40 km de orla da cidade maravilhosa. O evento reuniu 102 atletas distribuídos em 51 duplas masculinas, mistas e uma única dupla feminina composta pela remadora da elite mundial Lena Guimarães e a surfista Andréa Lopes . O percurso foi dividido em duas etapas: no primeiro trecho um remador da dupla largava da Praia do Leme e seguia até o Posto 2 da Barra, onde o segundo remador da dupla rendia o primeiro na areia e seguia dali até o Pontal, no final da Praia do Recreio. Este formato de prova foi novidade para muitos atletas e conquistou os remadores participantes, pois fugiu do tradicional formato “triangular” com voltas em bóias e...

E o destino continua sendo a Ilha Grande...

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Aqui estou eu, de novo no mar, rumo a Ilha Grande! Se existisse piloto automático em uma canoa havaiana, a Guardiã teria gravado em seu HD todas as rotas com destino a Ilha Grande. Este relato conta a trajetória de ida e volta entre a Vila do Frade, em Angra, e a Praia de Araçatiba, na Ilha Grande, em uma remada de 51 quilômetros durante dois dias do carnaval de 2013.  Uma vez mais me vejo remando com a proa da Guardiã apontada insistentemente para a Ilha Grande, predestinada a chegar neste horizonte sempre buscado. Proa da Guardiã navegando para Ilha Grande. Mais a frente, Fabiano remando de stand up.  A Baía da Ilha Grande possui 365 ilhas - uma para cada dia do ano - sendo a mais bela, a mais visitada, a mais encantadora e maior de todas o destino preferido de muitos que concordarão comigo: Ipaum Guaçu, n a língua indígena, ou  simplesmente Ilha Grande . Desde que a visitei pela primeira vez (acho que em 1999) até a última vez - dias atrás - sinto inca...