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Ti Leaf Lei

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Você conhece os verdadeiros colares havaianos? Os colares havaianos legítimos são conhecidos como "lei", palavra havaiana para "guirlanda" ou "colar", e eles podem ser feitos de flores, folhas, penas, sementes e conchas. Adornos com estes mesmos elementos também podem ser usados na cabeça e até nos pulsos e tornozelos. Culturalmente, o lei é oferecido como símbolo de afeição e é algo que representa bastante o povo polinésio. Quando inserimos "colar havaiano" em português no campo de busca de pesquisas, aparecem milhares de tutoriais para confeccionar aqueles típicos "colares de carnaval", mas estes, na verdade, são uma representação dos originais. Muitos elementos da cultura polinésia foram trazidos para o Ocidente como referência ao clima tropical e paradisíaco das ilhas do Oceano Pacífico, e estes colares são um deles. Neste vídeo acima eu mostro um passo a passo bem fácil, em 3 minutos, de como fazer um verdadeiro colar h...

Conheça a Ilha de Páscoa

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A Ilha de Páscoa é um lugar fascinante. Olhe bem para estas estátuas de pedra e tente imaginar um povo nativo completamente isolado no Oceano Pacífico construindo e erigindo estes monumentos pré-históricos...  Na Ilha de Páscoa come-se muito bem. Peça qualquer prato de atum para se surpreender com a culinária local. Para conhecer a Vila de Hanga Roa, aconselho alugar uma bicicleta. Para conhecer o resto da ilha, aconselho alugar um jipe. É bem fácil ser um turista com autonomia por lá, pois a sinalização dos atrativos é boa e há mapas da ilha que mostram todas as ruas da vila e estradas, que são poucas.  Mas meu principal conselho para quem vai visitar Rapa Nui, caso queira entender tudo o que vai descobrir por lá, é: de uma boa estudada/pesquisada sobre a história do lugar! Leia bastante! A história do povo é fascinante e quando você se vê diante daquelas estátuas colossais, conhecendo alguns de seus mistérios... a emoção é maior ainda! Aloha e nos vemos neste f...

Baptême de Pirogue Polynésienne

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Tive a horna de ser convidada pela organização da  Vendee Va'a, em Les Sables D'Olone, França,  a participar de um batismo de canoa polinésia ao lado de dois respeitados remadores tahitianos - um homem e uma mulher - e de um padre francês. Éramos quatro seres humanos de dois continentes e um arquipélago e de três mundos distintos posicionados à proa de uma canoa e de frente para o mar do Atlântico Norte, reunidos ali para canalizar nossas intenções em uma só energia: as bênçãos para a nova canoa.  Quando conduzo batismos de canoa no Brasil procuro incorporar ao ritual os conhecimentos absorvidos em leituras sobre a cultura polinésia, em conversas com pessoas experientes e em aprendizados como o vivido no dia de hoje. Mas estava ao lado de um tahitiano que viajou mais de 30 horas para chegar a França e cuja cultura ancestral viajou por séculos até chegar ao ocidente em forma de esporte. O que eu teria para acrescentar naquele momento seria apenas minha demonstração de humi...

E Ala E - O despertar havaiano

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Remadores do Itaipu Surf Hoe* durante o canto do despertar: E ala e! Itacoatiara - Niterói - RJ.      A antiga tradição havaiana era repleta de cultos a divindades da natureza e rituais sagrados. Antes do abacaxi e dos ukuleles , que são referências da cultura havaiana posteriores a chegada do homem branco, o Havaí já possuía uma forte identidade em sua cultura tradicional. Uma das principais caracterísitcas deste  povo do mar e das canoas era sua profunda relação com o mundo espiritual e os cantos sagrados .      Não existia escrita no Havaí antigo. Para manter viva a história de seus ancestrais era preciso memorizar genealogias familiares. Para expressar seus conhecimentos e conclusões a respeito do mundo sobrenatural, suas teorias sobre a criação do Universo e o funcionamento da natureza, eles faziam danças - chamadas de hula  - e entoavam cantos sagrados (chamados em inglês de chants ou, em havaiano, d...

Vou de Canoa até as Ilhas Cagarras

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Imagine que você está em uma praia admirando o horizonte e de repente uma ilha lhe chama especial atenção. De tão distante, você só pode distinguir a sua forma acinzentada se destacando no horizonte azul claro do céu. Seu olhar não desvia mais da ilha longínqua, você cerra um pouco os olhos tentando lhe descobrir algo mais, mas nada vê. Seus pensamentos sobre ela aumentam e você começa a listar uma série de perguntas  secretas, só suas, a respeito daquela ilha... Como deve ser vista de perto? Qual distância entre esta praia e aquela ilha? Que tipos de animais devem viver lá?  Se você já teve algum dia pensamentos como estes à beira do mar, continuemos com nossa brincadeira de imaginação.  Imagine agora que algum amigo lhe convida para remar em uma canoa havaiana... Será então justamente neste dia, ou deste dia em diante, que talvez você possa começar a responder todas aquelas perguntas e conhecer todas as ilhas em que seus olhos descansarem quando estiver sentado em uma p...

Palestra do Amyr Klink

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"O mar é uma estrada que já está feita." Amyr Klink A conectividade virtual, por incrível que pareça, é algo que nos prende mais do que podemos imaginar. A obsessão pela conectividade revela um sentimento muito comum hoje em dia de que sem ela estamos completamente perdidos e isolados. Ledo engano. Em 1984, quando Amyr Klink atravessou o Oceano Atlântico em seu barco a remo durante cem dias sozinho entre o céu e o mar, ele não tinha um GPS nem tampouco Internet. Seu elo com o mundo eram baterias e uma caixa de rádio. No entanto, ele não estava perdido e sabia exatamente sua localização geográfica e para onde estava indo. Naquele isolamento, ele sentiu que sua conexão com o Planeta estava mais forte do que nunca. Esta foi a conclusão do Amyr Klink, revelada em uma interessante palestra que tive a oportunidade de assistir no dia 06 de outubro de 2015, no Forte de Copacabana. Palestra do Amyr Klink no Forte de Copacabana em 6 de outubro de 2015. Para falar sob...

O Batismo de uma Canoa Havaiana

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As raízes primitivas da cultura polinésia eram passadas de geração em geração de forma oral ou por meio de cânticos que evocavam os antepassados do povo, o culto aos diversos deuses da natureza e a vida extremamente vinculada ao mar e ao cultivo da terra. Canoas faziam parte do cotidiano não só como meio de subsistência para a pesca, mas também como forma de vida. Um número incontável de canoas polinésias devem ter singrado o Oceano Pacífico de Oeste a Leste e de Sul a Norte transportando não só bravos guerreiros em busca de novas terras e novos deuses, mas também os costumes e a cultura destes povos. Tanto carregaram em suas enormes canoas estes primitivos remadores e homens do mar, que podemos até hoje conhecer suas bagagens. O que levavam não era apenas porcos, galinhas, fruta-pão e suas famílias. Carregavam a bordo a pré-história dos povos austronésios - os primeiros seres humanos navegantes e grandes conhecedores das estrelas - que em uma épo...

Remadores de Fibra - PARTE II - Um abraço!

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Abraço da pequena Alexia, menina de 5 anos com Fibrose Cística. Abraçar - ato de envolver com os braços uma pessoa, animal, planta ou coisa. É usado, dependendo da cultura, como forma de demonstração de afeto. Por meio do abraço podemos cumprimentar ou expressar sentimentos de amor, carinho, compaixão, saudade, gratidão, etc.  O abraço pode expressar sentimento que vem da alma. Pode ser verdadeiro ou falso, grande ou pequeno, curto ou prolongado. E também pode ser físico ou espiritual. Se abrimos os braços em forma de crucifixo no alto de uma montanha, por exemplo, isto pode ser um simples um alongamento lateral. Mas se no mesmo topo de montanha abrimos os braços por pura alegria na alma, isto pode ser um abraço à vida! Minha prima Otavia no vulcão Orongo, em nossa viagem à Ilha de Páscoa em 2013. #abraçoespiritual A expressão "abraçar uma causa" é usada quando alguém ou um grupo de pessoas se apropria dos sentimentos de outro alguém ou outro grupo e os toma com...

Remadores de Fibra - PARTE I

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Equipe completa na Praia do Abraão - Ilha Grande. Fotografia: Fred Gomes O capitão Max, responsável pela traineira Rio Boa Sorte, relata: "Quando dizia aos meus colegas do clube, também donos de barco, que acompanharia um grupo de 14 atletas que sairiam remando da Praia de Itaipu até a Ilha Grande, todos perguntavam: - Eles são loucos? Eu respondia: - Não. São de fibra."  O Remadores de Fibra nasceu da parceria da escola de canoa havaiana Itaipu Surf Hoe com o projeto Equipe de Fibra , do Instituto Unidos pela Vida , com o intuito de fortalecer o propósito destes dois últimos de divulgar a doença genética Fibrose Cística , uma doença que afeta os sistemas respiratório e digestivo de crianças gerando graves complicações a sua saúde. Remar de Niterói a Ilha Grande defendendo a causa de crianças com uma doença ainda sem cura foi o combustível desta travessia.   A largada foi a 1h da manhã de sexta-feira, 03 de abril de 2015. Ve...

Descobrindo a Ilha Mãe - PARTE II

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Com meu SUP inflável, perfeito para desembarque em ilhas. Continua sendo a minha vontade de remar até uma ilha distante o que me move. Esse "distante" pode ser a 55km ou 130km ou logo ali, a apenas 2km.  Remar o seu próprio barco, desbravar um local desconhecido, descobrir e explorar : estes sentimentos e ações devem ser um dos mais antigos e primitivos que vêm acompanhando a humanidade desde os primeiros tempos. Olhar além do mar e sentir aquela vontade de buscar algo no horizonte deve ter sido um sentimento  dominante em muitos de nossos ancestrais. E daí começaram as grandes navegações da história. Os fenícios (1.400 a.C.), os egípcios (3.350 a.C.), os vikings, os polinésios (10.000 a.C.) e europeus foram povos que se destacaram por suas desenvolvidas artes de navegação. Movidos por um desejo parecido com o meu ao visitar a Ilha Mãe neste 20 de setembro de 2014,  foi assim que muitos  anônimos se lançaram ao mar em busca de descobertas e assim também...