domingo, 20 de abril de 2014

No mundo do SUP

SUP em Itaipu, Niterói, RJ em uma prancha Art in Surf.
Até alguns anos atrás ficar em pé sobre uma prancha era arte para poucos. Surfistas dominavam o outside e os reles mortais permaneciam na areia torrando sob o Sol. Aqueles seres únicos chamados surfistas chegavam na praia com uma prancha em cima do carro e todos queriam ser como eles. Graças ao advento do stand up paddle - o esporte que mais cresceu no Brasil nos últimos verões - hoje em dia uma infinidade de pessoas de diversos perfis descem para a areia com suas pranchas debaixo do braço.
O SUP, apelido que encurta o nome em inglês que define o esporte, é uma modalidade de remada em pé sobre uma prancha que varia de tamanho desde as super pequenas de 7 pés - próprias para o surfe - até as enormes de 17 pés especialmente desenvolvidas para travessias oceânicas. As que estão bombando nas praias do Brasil são as de tamanho que variam de 9 a 12 pés.
O SUP levou o estilo aloha spirit do surfe para muitas pessoas. Deixar o grito do vendedor de picolé na areia e partir para o mar com uma prancha debaixo do braço e um remo na mão passou a ser realidade para não surfistas também, e aí mora o grande sucesso deste esporte.
Adesivo da marca de remos Quickblade. 
O modelo de SUP que tem movimentado bastante gente neste esporte e formado grandes atletas são as races, pranchas com tamanho a partir de 12 pés que tem o bico mais fino e o fundo menos chapado, diferente dos modelos mais estáveis disseminados pelas praias. Com elas o remador ganha mais velocidade e autonomia de distância. A race permite brincar a favor do vento com a modalidade conhecida como “downwind”, em que é possível literalmente surfar remando com ondas e vento a favor.
Seja levando o esporte na brincadeira de final de semana com as pranchas fun for all ou de forma mais performática com qualquer outro modelo, fato é que o SUP veio embelezar a atmosfera das praias brasileiras. Aproximou mais o brasileiro que vive no litoral de seu próprio mar, que antes era o cenário apenas dos mergulhinhos na beira d’água e agora é raia de inúmeras remadas. Além disso, o SUP despertou nas pessoas o gosto pelos esportes a remo chamando a atenção, por exemplo, da canoa havaiana, modalidade que chegou ao Brasil no ano de 2000, bem antes da febre do SUP, mas só agora tem sido notada.
Para conhecer mais, curta este breve filme de um DW (“downwind”) de 14 km da Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, até a Praia de Charitas, em Niterói: 

https://vimeo.com/89862021
Aloha e até a próxima postagem! 


 

domingo, 13 de abril de 2014

Red Bull do Leme ao Pontal

Largada da primeira etapa da prova, ainda na Praia do Leme. Os atletas correm com seus remos para pegar suas pranchas na areia e partem para a remada. Frame: Luiza Perin
Aconteceu no último sábado, 12 de abril, a primeira edição do “Red Bull Do Leme ao Pontal”, uma competição de stand up paddle que, como o nome sugere, tem como percurso os cerca de 40 km de orla da cidade maravilhosa. O evento reuniu 102 atletas distribuídos em 51 duplas masculinas, mistas e uma única dupla feminina composta pela remadora da elite mundial Lena Guimarães e a surfista Andréa Lopes.
O percurso foi dividido em duas etapas: no primeiro trecho um remador da dupla largava da Praia do Leme e seguia até o Posto 2 da Barra, onde o segundo remador da dupla rendia o primeiro na areia e seguia dali até o Pontal, no final da Praia do Recreio. Este formato de prova foi novidade para muitos atletas e conquistou os remadores participantes, pois fugiu do tradicional formato “triangular” com voltas em bóias e largada e chegada em um mesmo ponto.
As condições não estavam das melhores para os remadores que, apesar de todas as regalias da excelência na organização do evento, sofreram com o vento terral com rajadas moderadas e a ondulação de Sul desfavorável para o percurso. Mesmo assim, tivemos grandes revelações no universo feminino deste esporte que vem se disseminando como febre na linha d’água dos mares de norte a sul do Brasil. A remadora niteroiense Ariani Teophilo, de apenas 19 anos, deixou muito marmanjo pra trás no segundo trecho, após ter rendido seu parceiro de remada no início da Barra. A dupla campeã também surpreendeu: pai e filho levaram o troféu máximo nesta prova de revezamento e foram os melhores dos 102 atletas presentes. Paulo dos Reis, o Paulão de Ilhabela (SP) e seu filho Guilherme Batista, um garoto de 13 anos, emocionaram o público no pórtico de chegada com sua vitória.
Das 51 duplas inscritas, eu e meu marido Fabiano fomos a 16ª a cruzar a linha de chegada, conquistando também a terceira colocação entre as duplas mistas participantes. Fizemos uma boa prova e tivemos como maior desafio a missão de “domar” uma de nossas novas pranchas da Art in Surf, o modelo Race 12’6 com 25 polegadas de largura, bem estreita e arisca. É uma prancha veloz e bastante competitiva e quando está “no pé” do remador pode lhe ajudar com boas colocações.
Fabiano chega da remada no Posto 2 da Barra, me passa o GPS, me dá um beijo e eu parto para o mar. Sunguete: marca Mana Handicraft. Foto: João Mattos/FotoNews
Depois de uma remada de 17 km do Posto 2 da Barra ao Pontal, Fabiano me ajuda a sair da água para cruzar a linha de chegada. Foto: João Mattos/FotoNews
Além de Andréa Lopes, outra “top surfer” se lançou ao desafio das remadas de longa distância no SUP, como a big rider Maia Gabeira. Outros grandes nomes do surfe também estiveram presentes nos quilômetros que separam o Leme e o Pontal, como os atletas Carlos Burle e Pedro Scooby. Apesar de não terem suas qualidades técnicas finamente desenvolvidas para a modalidade - a maestria destas figuras se dá com o surf nos pés! - todos completaram a prova com muita raça e chegaram super bem ao final dos quase 40 km de remada.
Para você que se inspirou no desafio de SUP proposto por este formato de competições, segue o aviso: o próximo já tem data marcada! Em 27 de abril acontece a prova Rei de Búzios, com percursos de 6 km ou 12 km saindo da Praia de João Fernandes e Ferradura, respectivamente, e chegando na Praia de Manguinhos.

Saiba mais no site da Art in Surf:
http://www.artinsurf.com.br/rdb/?page_id=5

Foto: Adriano Diogo
Aloha e até a próxima remada!