terça-feira, 20 de maio de 2014

30 Motivos para Amar a Canoa Havaiana

Um golfinho passando entre duas canoas do Itaipu Surf Hoe. 
Volta e meia me pego buscando em palavras alguma definição que explique o meu amor pela canoa havaiana. Criei o blog Vou de Canoa para tentar transformar este sentimento em leitura. Desde 2005, quando comecei a remar com o instrutor Marcelo Depardo - um dos precursores do esporte no Brasil, a canoa passou a fazer parte da minha vida de forma cada vez mais intensa. 

Hoje dou aulas de canoa e stand up paddle na Praia de Itaipu, onde mantenho a escola de formação de remadores Itaipu Surf Hoe. A proposta do Surf Hoe é como a do blog: dividir com mais pessoas este amor pelo mar. Mais do que uma simples guarderia e centro de remadores, naquele espaço a ideia é transformar vidas.

Já escrevi sobre este tema em postagens anteriores. A canoa é uma analogia da vida: "Quanto mais longe minha remada no mar, mais perto chego de mim mesma"

Nunca encontrei uma única definição para esta paixão. Mas encontro em muitas palavras, em muitos textos aqui publicados e em uma remada após a outra a minha certeza: a remada me transforma!

A cada remada a natureza me manda um sinal de que estou no caminho certo ao compartilhar este amor com outras pessoas. No último final de semana, a natureza me mandou mais de 30 sinais de uma só vez. Em um dia especial, em que levei uma querida amiga cadeirante para uma experiência na canoa, cerca de 30 golfinhos nadaram por vários minutos ao nosso redor. 

Dani com a equipe do Itaipu Surf Hoe.


























No verão de 2011 Dani foi acometida por uma rara doença autoimune chamada neuromielite óptica, que afeta a medula espinhal e o nervo óptico. Por ser uma doença rara, pouca coisa se sabe a respeito e a medicina ainda não conseguiu explicar o que gera esta agressão do próprio corpo em seus tecidos. No primeiro ano de sua luta para combater a doença a Dani fez um tratamento no renomado centro de reabilitação do Hospital Sarah Kubitschek de Brasília, onde teve uma experiência com o remo, e desde então surgiu a ideia do que concretizamos na Praia de Itaipu nesta manhã de sábado. 

Sete remadores do Itaipu Surf Hoe se reuniram com um único objetivo: presentear a Dani com a energia do mar. Mas para nossa surpresa foi a energia da Dani na canoa que nos trouxe um presente. Uma mulher guerreira, de ótimo astral e força de vontade foi quem mobilizou nossa ida ao mar neste manhã, quando remamos em um mar liso e perfeito, sem vento e sol ameno com a presença de mais de 30 golfinhos!


O rastro dos golfinhos passando entre as canoas e a comemoração dos remadores.
Foto do remador de SUP Maurílio Soares.
Dani na canoa do Itaipu Surf Hoe.







A Dani sentada na canoa enquanto levamos a embarcação com segurança para a areia. 

A doença da Dani, conhecida também como Doença de Devic ou NMO (neuromielite óptica), ainda não tem cura. A Dani toma medicamentos há dois anos para evitar novos surtos de inflamação em sua medula. Quando a inflamação acabar, ela poderá voltar a andar, e ela tem lutado constantemente para isso! Trabalhando corpo e mente, a Dani vem se nutrindo de todos os elementos necessários para sua recuperação. Fisioterapia, foco, força e

Buscando palavras para a definição de todo aprendizado da canoa havaiana, encontrei neste dia apenas duas que resumem alegria, determinação, força de vontade e fé: DANI AMERICANOEm sua página no Facebook ela conta detalhes de sua luta e fala com esclarecimento sobre a doença.

Quanto aos golfinhos, eles transformaram a vida de cada remador daquela canoa em mais alegria! Eles foram o presente que a Dani nos trouxe neste dia! 

Aloha e até a próxima postagem!
Luiza Perin





Um comentário:

  1. Que remada mais grandiosa!!! Um beijo do tamanho do mar pra vc, Dani!!! Otavia

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